.:. PAULO RODARTE - CRÔNICAS .:.RÔNICAS
• 27/01/2010
GUERRA AOS PERNILONGOS..

Quem já se viu a descoberto, servindo de pasto àqueles insetos sanguessugas, bem sabe o que estou a dizer. Ainda mais para quem sofre de insônia, e luta contra o travesseiro, morde as suas orelhas, escutar aquele zumbido maroto molestando o ouvido é, de todas as sensações, uma das que mais incomoda. De nada adianta cobrir a dita cuja, fingir que não escuta, ou tentar contar carneiros. O sono não chega, impedido por aqueles malditos personagens, de um pesadelo. E eles atacam justamente agora, com a primavera a mostrar a cara, e as flores dos ipês se despedindo.

Tem gente que tem a pele resistente à picada de pernilongo. Já outros empolam o corpo à simples ameaça, um zumbido que seja. Eu sou um ferrenho adversário dos seus ferrões, do seu barulho ainda mais. Nada tenho contra picada de agulha, tirar sangue das veias no laboratório.  Mas ser obrigado a alimentar marmanjos, noctívagos boêmios, é outra história. Quando sou assediado por aqueles insetos repelentes, na calada da noite, me dá vontade de matriculá-los em um banco de sangue. Quem sabe assim eles me dão sossego, e à minha patroa.

Tenho tentado de tudo para ludibriar seu ferrão. Usar pijama cobrindo as orelhas, máscara de apicultor, dormir de cabeça coberta, dormir de olhos abertos, nada tem se mostrado eficiente. Num minuto de descuido sou pego em flagra, e tome ferroada. Desde tempos passados declarei guerra aos pernilongos. Tenho à cabeceira um mata-moscas, uma arma mortal, de comprovada eficiência no combate aos pimpolhos de asas. A noite vira uma guerra sem tréguas, sem direito a bandeira hasteada a meio pau. Viro horas em atitude guerreira, com o mata-moscas a postos, e ouvido de plantão. Na manhã seguinte percebe-se uma carnificina danada, com a parede tinta de sangue, e com seus corpos pregados de tanto levar cacetada. Mas depois da refrega, ao ver tantas picadas no corpo do soldado injuriado, observo que o perdedor fui eu. Sorte minha que não sou alérgico, apenas o sono perdido faz falta. A derradeira tentativa de me ver livre das ferroadas, será tentar enquadrá-los na justiça. Da próxima vez, prometo. Vou lavrar um boletim de ocorrência, e chamar o 190. Quem sabe assim, no Mundo das Sombras, os pestes dos pernilongos não mais me vão incomodar, na escuridão da cadeia. Sou amigo da juíza, e espero que aqueles pestinhas peguem prisão perpétua. O crime de que vou imputá-los será um emaranhado de artigos: invasão de domicílio, tentativa de homicídio, agressão com objeto perfurante, apropriação indevida, e outros mais, que o BO vai indicar. O difícil vai ser, depois da voz de prisão, transportá-los em camburão, com aquelas grades espaçosas, sem a mínima condição de frete. E uma vez na cadeia, em celas superlotadas, aqueles peçonhentos vão ter de rebolar. Que os ratões da cadeia lhes façam companhia, e devorem sua carcaça voadora.

Deixando de sonhos, e vãs filosofias, pensei haver descoberto uma forma condizente para vencê-los de vez. Armei-me de todos os artifícios. Estiquei um cortinado em volta do leito, coloquei um repelente plugado à tomada, espalhei spray ao derredor, coloquei uma armadura contra moscas, deixei de prontidão o mata inseto, liguei o ventilador de teto, e de nada adiantou. Um bando deles foi mais esperto. Não é que conseguiram me picar, depois de tantos cuidados? Na manhã seguinte, com a pele salpicada de ferroadas, capitulei. Deixei na cabeceira da cama uma bandeira vermelha, a meio pau. Fiz um pacto com os pernilongos. Em troca do meu sangue ofereci como cortesia uma bacia dele fresco, colhido de véspera, num criado mudo. Na manhã seguinte não deu outra. Centenas de zumbidores, barrigudinhos, jaziam refestelados no chão, pelas paredes, de porre, e nenhum mais me importunou. Era a vitória contra os chatos dos pernilongos. Desde então saí vencedor. Deu trabalho, mas valeu a pena...


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Caro doutor, 4 dias atrás meu pênis inchou e ontem começou a aparecer tipo de um caroço atrás da "cabeça" no corpo do pênis mesmo... Fiquei preocupado e liguei para clínica UROLITO para saber o preço de uma consulta e a atendente me falou que era R$150,00... Quase cai de costas pois estou desempregado e não tenho renda fixa... Andei lendo na internet e o mais próximo do meu problema foi uma doença chamada de "Doença de Peyronie" e vi que não tem tipo um tratamento adequado... O máximo a fazer é indicar vitaminas ao paciente e observar, mas pagar R$150 reais pra você me dizer isso vai ser complicado. Estou muito preocupado com isso e também claro que pode ser outra doença... Queria saber se tem como você dar um desconto lá na clínica???? ou poderia me responder qual vitaminas devo tomar???? aguardo resposta... muito obrigado