.:. PAULO RODARTE - CRÔNICAS .:.RÔNICAS
• 04/03/2010
SERVENTIA DE UMA LÂMPADA QUEIMADA

Tão fácil quanto trocar uma lâmpada. Pelo dito tudo parece fácil. Mas, ao subir em uma escada, daquelas que manquitolam de tão gastas, quando se tira a cobertura da tal lâmpada, e se depara com um bocal enferrujado, e a mesma engenhoca não sai, a empreitada não é tão fácil como o dito diz. Pior ainda quando a lâmpada não se desprende, e quebra ao menor esforço. E a outra lâmpada reserva, uma vez enroscada no seu lugar, continua apagada, sem o menor indício de que vai gerar luz, naquela noite escura, onde os relâmpagos incendeiam o céu escuro da noite que parece não ter fim.

Tudo isso para ilustrar uma história, onde a lâmpada queimada não é de vidro, e nem tem uma filamento incandescente, que dura tão pouco quanto se tem o costume de ver.

E sim uma história que perfeitamente poderia ser a nossa, ou a de qualquer pessoa que passa a vida atolada em si própria, via de sempre dizendo não, ou não posso, ou não quero ajudar, pois eu sou mais importante que o contexto, uma carta fora do baralho, um barco furado, que teima em navegar e não consegue, e fica o tempo todo a ver navios.

Ela até que era uma menina graciosa. Morena sem muito sol, mimosa na conta certa, cabelos escuros e lisos como um lençol de piche que escorre antes de virar asfalto, e ficar duro como o coração de certas pessoas, que não se enternecem ao ver a morte de um parente, pensando apenas na vaidade, e na sua vidinha pela metade, uma vida inútil, fútil, um traste que poderia perfeitamente ser deixado perdido num armário, pois não fede e não cheira, e não acrescenta nadica de nada ao meio ambiente.

Ela, desde quando a conheci, era especialista em dizer não. Dizia-o simplesmente para não ter o trabalho de ajudar, de arregaçar as mangas, de ir ao socorro de um irmão. Vivia encastelada nela mesma. Vivia encafifada em seu egoísmo insensato, um pano de prato que não sai da gaveta, daqueles que não se prestam a passar no prato, pois não aprecia se sujar para colaborar na limpeza da cozinha onde mora.

O tempo passava e aquela menina moça nem se tocava. Continuava impassível, arredia, cuidando da aparência de não mais menina moça. E o futuro a encontrou solitária, solteira, vivendo sem eira nem beira, graças a um emprego que conquistou quando ainda jovem.

Ontem caminhava sem pressa perto do cemitério. Lá no velório percebi que alguém estava pra ser enterrado. Como não houvesse nenhuma alma viva a velar o corpo, entrei. Um caixão escurinho estava de tampas abertas. Lá dentro um corpo sem vida se preparava para encontrar o coração da terra. Era a senhora da qual a história foi repassada acima. Uma única coroa de flores fazia pano de fundo no local de velar os mortos. Nela estava escrito, em letrinhas miúdas: “ela viveu sem ter vivido. Com a mesma serventia de uma lâmpada queimada, um traste inútil, uma alma infeliz, que não soube se dar em vida. Espero que, na morte, ela enfim encontre um pouco de paz.”

Saí do local do velório com uma sensação de aflição, um aperto no peito, e uma vontade enorme de ajudar...


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Caro doutor, 4 dias atrás meu pênis inchou e ontem começou a aparecer tipo de um caroço atrás da "cabeça" no corpo do pênis mesmo... Fiquei preocupado e liguei para clínica UROLITO para saber o preço de uma consulta e a atendente me falou que era R$150,00... Quase cai de costas pois estou desempregado e não tenho renda fixa... Andei lendo na internet e o mais próximo do meu problema foi uma doença chamada de "Doença de Peyronie" e vi que não tem tipo um tratamento adequado... O máximo a fazer é indicar vitaminas ao paciente e observar, mas pagar R$150 reais pra você me dizer isso vai ser complicado. Estou muito preocupado com isso e também claro que pode ser outra doença... Queria saber se tem como você dar um desconto lá na clínica???? ou poderia me responder qual vitaminas devo tomar???? aguardo resposta... muito obrigado